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Doenças oculares - GLAUCOMA

Atualizado: 18 de Fev de 2019



O que é?


O glaucoma é uma doença ocular que provoca lesões no nervo óptico, o que consequentemente desencadeia um comprometimento progressivo da visão. É causado principalmente pelo aumento da pressão intraocular, a qual deverá ser controlada por meio de tratamento. Por não apresentar sintomas em sua fase inicial, o glaucoma aparece como uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Daí a importância do exame oftalmológico anual, pois o glaucoma somente pode ser detectado através da consulta com um especialista, que fará a medida da pressão intraocular e outros exames necessários ao diagnóstico desta e outras doenças. Quanto mais rápido for detectado o glaucoma, diminuem as chances de perda da visão.

Apesar de não ter cura, na maioria dos casos pode ser controlado com tratamento adequado e contínuo, por meio do uso de colírios específicos para diminuição da pressão intraocular.


Tipos, sintomas e tratamento do Glaucoma


Crônico/de ângulo aberto/primário: representa a grande maioria dos casos. Atinge com mais frequência pessoas com idade acima dos 35 anos.

Ocorre quando há um aumento da pressão intraocular, o que danifica as fibras nervosas do nervo óptico. No interior dos olhos circula continuamente um líquido chamado de humor aquoso, o qual é produzido e escoado por meio de uma região denominada ângulo da câmara anterior. Quando o paciente é acometido por este tipo de glaucoma, ocorre uma diminuição do escoamento deste líquido, o qual se acumula dentro do olho e provoca o aumento da pressão intraocular.

Os sintomas costumam aparecer somente na fase avançada, quando o paciente começa a perder a visão periférica, não enxerga o que está nas laterais. É a chamada "visão tubular" - há grande perda do campo visual. Nos estágios ainda mais avançados, a visão central também é prejudicada e a doença pode evoluir para a cegueira irreversível.

Em geral, o tratamento é realizado por meio de colírios específicos. Porém, caso o tratamento clínico não mostre resultados satisfatórios, o médico poderá avaliar a indicação de cirurgia. Existem algumas técnicas cirúrgicas, porém a mais tradicional é a trabeculectomia. Neste procedimento, é criada uma via alternativa ao escoamento do humor aquoso para a circulação sistêmica, possibilitando sua absorção pelos vasos sanguíneos subconjuntivais, veias aquosas e vasos linfáticos.


Congênito: presente logo no nascimento ou em crianças pequenas. É um tipo raro de glaucoma que pode ter origem hereditária ou ser causado pelo desenvolvimento anormal do sistema de escoamento do humor aquoso (líquido presente no interior do olho), defeito este que leva ao aumento da pressão intraocular e consequentemente danifica o nervo óptico. Os recém-nascidos ou crianças acometidos por este glaucoma podem apresentar olhos aumentados (buftalmo), lacrimejamento excessivo, opacidade da córnea e sensibilidade à luz. O tratamento é cirúrgico.


Secundário: ocorre quando outra doença causa ou contribui para a elevação da pressão intraocular, gerando danos ao nervo óptico e perda de visão. Pode surgir em decorrência de: catarata avançada, diabetes descontrolada, trauma ocular, cirurgia ocular, tumores, uso inadequado de corticóides, dentre outras causas.


De ângulo fechado/de ângulo estreito: nesta modalidade de glaucoma, o ângulo da câmara interior que escoa o líquido intraocular (humor aquoso) é mais estreito do que o normal, dificultando a drenagem deste líquido e causando aumento súbito da pressão intraocular. Pode vir acompanhado de sintomas intermitentes como dores de cabeça, dor nos olhos, náuseas, visão muito turva. Dentro desta classificação, existe ainda o glaucoma agudo de ângulo fechado, no qual os sintomas descritos surgem rápida e intensamente e não passam de maneira espontânea.


Fatores de risco para desenvolvimento do Glaucoma


Existem fatores de risco que favorecem o desenvolvimento do glaucoma, como por exemplo: idade avançada, hipertensão ocular, miopia elevada, etnias africana, hispânica e asiática, hereditariedade (ter algum parente com glaucoma).


Recomendações


- Consulte-se com um oftalmologista de forma periódica (anualmente), principalmente a partir dos 35 anos. Quanto mais cedo o glaucoma for identificado, maiores as chances de sucesso do tratamento e controle da doença;

- Caso seja diagnosticado o glaucoma, não abandone o tratamento e nem as orientações médicas! Por ser uma doença que não apresenta sintomas e pelos colírios para seu tratamento serem caros, muitos pacientes param de usar os medicamentos prescritos pelo médico e acabam tendo graves consequências;

- Caso tenha algum familiar com diagnóstico de glaucoma, não deixe de informar isto em sua consulta oftalmológica.




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