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  • @clínicadarciosilveira

Doenças oculares - CATARATA

Atualizado: 25 de Fev de 2019


O que é?


Catarata é o termo dado à qualquer forma de perda de transparência/opacificação do cristalino (lente situada atrás da íris). Esta opacificação dificulta a entrada de luz nos olhos, fazendo com que os raios luminosos não cheguem à retina (local dos olhos onde encontram-se os receptores fotossensíveis) e assim não gerem o estímulo que será captado pelo nervo óptico e levado até nosso cérebro para interpretar o que estamos enxergando. Estes fatores resultam na diminuição progressiva da visão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 47,8% dos casos de cegueira reversível no mundo são decorrentes da Catarata, a qual atinge principalmente a população idosa.


Qual é a causa?


A principal causa da catarata é o envelhecimento do cristalino (decorrente da idade) – este tipo de catarata é chamado de Catarata Senil. Porém, existem outros fatores que podem desencadear esta alteração. Vejamos os tipos de catarata:


  • Catarata senil – tipo mais comum (segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 85% dos casos de catarata surgem em decorrência de alterações bioquímicas relacionadas à idade). Este tipo não é considerado uma doença, mas sim um processo natural de envelhecimento.

  • Catarata Congênita – presente logo ao nascimento. Apesar de serem raros, há casos de crianças que já nascem com a doença. Uma das causas deste problema é a contração de toxoplasmose pela gestante, principalmente no primeiro trimestre da gravidez. Esta infecção pode ser transmitida ao feto, que assim pode desenvolver vários tipos de alterações oftalmológicas, dentre eles a catarata, daí a importância da realização do pré-natal. O diagnóstico deve ser feito ainda no berçário.

  • Catarata Secundária – ocorre devido a diversos fatores secundários, como por exemplo:

Oculares: consequência de doenças como uveítes, tumores malignos intraoculares, glaucoma e descolamento de retina.

Sistêmicos: em decorrência de doenças que alteram o metabolismo (ex: diabetes, doenças renais, hipoparatireoidismo); associadas à um trauma ocular; relacionadas ao uso de certos medicamentos (uso de corticoides tópicos e sistêmicos, dentre outros); como consequência de exposição à radiações actínicas (infravermelho, raios X); em pacientes alcoólicos e/ou que fazem uso de tabaco (cigarros, charutos); dentre outros fatores.


Quais são os sintomas?


Os sintomas mais recorrentes da catarata são: maior sensibilidade à luz, sensação de que a visão está embaçada (como se houvesse uma névoa diante dos olhos), visão das cores desbotadas, mudança constante do grau dos óculos (refração), dentre outros. Ocorrendo a evolução da catarata, o paciente passa a enxergar somente vultos.

A catarata normalmente não pode ser diagnosticada a olho nu e nem é facilmente detectada pelo paciente em sua fase inicial. Para haver o correto diagnóstico, o paciente deverá ser avaliado por um oftalmologista, que irá solicitar os exames adequados e então indicar o melhor procedimento cirúrgico para tratamento da catarata.


Existe prevenção?


A predisposição genética e o envelhecimento do cristalino não podem ser evitados, mas algumas medidas podem ser tomadas com o objetivo de diminuir certos fatores de risco para o surgimento da catarata. Exemplos de medidas são: controle da diabetes para pacientes que são portadores desta doença, evitar o uso de corticoides sem orientação médica, não fumar, proteger-se da radiação ultravioleta (especialmente UVB) e tomar cuidado com traumas oculares.


Tratamento


O único tratamento para Catarata é cirúrgico. O paciente deverá ser avaliado pelo médico oftalmologista, o qual deverá avaliar se sua capacidade ocular foi prejudicada pela doença e se apresenta condições clínicas para ser submetido à cirurgia.

Na cirurgia chamada “facectomia com implante de lente intraocular”, a lente natural opaca (cristalino) é removida e substituída por uma lente artificial transparente, denominada lente intraocular. Isto possibilita a melhora da passagem de luz para o interior do olho e consequente melhora da visão.

Em sua grande maioria, esta cirurgia é realizada com o uso de anestesia local, seja através de gotas anestésicas ou com injeção de pequena quantidade de anestésico na região inferior da órbita (bloqueio peribulbar – globo ocular permanece imóvel e sem sensibilidade), juntamente com sedação do paciente. A anestesia local e a sedação devem ser aplicadas por médico anestesista, que irá ficar responsável pelo acompanhamento clínico do paciente durante o procedimento. Nos casos de cirurgias em crianças ou em adultos com dificuldade de controle dos movimentos, a anestesia deve ser geral.

É sempre importante lembrar que, apesar das técnicas cirúrgicas da catarata terem evoluído muito ao longo dos anos, não há procedimento cirúrgico sem riscos. Trata-se de um procedimento microscópico de alta complexidade muito seguro, porém, como qualquer procedimento invasivo, não é isento de riscos.

Alguns fatores diminuem significativamente esses riscos, tais como a alta tecnologia utilizada, a experiência do cirurgião oftalmologista, a saúde geral e ocular do paciente, seu histórico familiar, dentre outros. Seguir as orientações de pré e pós cirurgia é também de extrema importância para o sucesso do tratamento.


Precisarei usar óculos depois da cirurgia de catarata?


Não necessariamente o paciente operado de catarata irá deixar de usar óculos, uma vez que pode não ocorrer a eliminação total do grau depois da cirurgia. Para determinadas atividades, pode haver ainda necessidade do uso dos óculos. Características pessoais, oculares e das lentes intraoculares recomendadas para cada situação também interferirão na maior ou menor independência dos óculos.


Cuidados no pós-operatório


É importante observar alguns cuidados básicos após ter realizado a cirurgia de catarata, porém certas orientações são específicas para cada caso e serão dadas pelo cirurgião responsável.

Orientações básicas:

  • Utilizar corretamente os medicamentos prescritos pelo médico;

  • Respeitar o tempo de repouso, o período para retorno às atividades e à prática de esportes.






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